Assim como as galinhas, os anões são um erro de programação da Evolução. Se o meio natural fosse um sistema operacional como o Janelas, quando se nos aparecessem diante das vistas uma galinha ou um anão, viria a maldita tela azul com o “Retry, abort, cancel”.
Se estivéssemos ainda em estado natural, os anões, assim como outras sortes de deficientes seriam petiscos na boca dos predadores, fossem onças, ursos ou leões; ou seja, o anão é um ser, aos olhos da natureza, um ser inviável.
Por bem, o homem moderno aprendeu a manter os predadores longe e, até mesmo, inverter os papéis, tornando-se predador dos seus antigos predadores. Daí a necessidade de proteger os mais fracos. Os monarcas espanhóis já haviam percebido isso e recolhiam os anões que apareciam espontaneamente na plebe, vestiam-nos mui adequadamente, conforme os costumes da época, com golas de babado engomado e perucas, e presenteavam os Infantes e filhos de nobres com as dengosas miniaturas. E foi daí, desse gesto filantrópico e respeitoso da monarquia espanhola para com os anões, que nasceu todo o conceito de respeito para com os mais fracos de toda sorte.
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