Convenhamos. Você, meu amigo de fé, meu irmão camarada, sabe que é uma merda morar em São Paulo. Gente fedida e mal educada abunda e que tranca seu caminho feito macumba braba. Anda de metrô? Todo paulistano que anda de metrô não tem medo da morte, pois sabe que o inferno é um lugar muito mais tranqüilo que o metrô cheio, mesmo com as chicotadas, o balde de bosta para comer e o forno de 500ºC das estruturas infernais.
Digamos, então, que já não é fácil. Andar de metrô é um cu. E fica está um cu sujo desde que algum almofadinha do Conselho de Administração da Companhia inventou que o condutor do trem tem de lembrar a cada cinco minutos que temos de deixar os bancos cinzas livres para todo tipo de aberração (velho, grávida e tortos de uma maneira geral). Nada contra as pessoas que têm “mobilidade reduzida”, aliás, elas deveriam ser privadas de tanto horror e ter os serviços necessários prestados pelo Estado em suas residências. Mas, numa viagem de meia hora, o filho da puta do condutor repete a mensagem furada (com texto previamente estabelecido) umas cinco ou seis vezes. Toda hora. Aí, chega o imbecil do Governador (que não anda de metrô) e o Secretário de Transportes Metropolitanos (idem) e dizem que está tudo bem. Claro, não são eles que são praticamente currados dentro dos vagões do metrô, onde, nos horários de pico, dezesseis pés disputam um mísero metro quadrado.
Pau no cu desses dois!
2 respostas até agora ↓
Rafael Urnhani // Sexta-feira, 21.03.2008 às 5:31
Se minha sugestão de jogo de Twister dentro dos vagões no horário de rush fosse aceita, as viagens seriam muito mais divertidas.
Père Sariette // Segunda-feira, 24.03.2008 às 11:48
Eu acho, caro Rafael, que deveríamos jogar batata quente com uma granada. As viagens de metrô ficariam agradabilíssimas.