Louco com pouco

Mais um conselho para quem mora sozinho, longe da família. Acho que logo, junto esses conselhos e edito um livro. Mas tudo bem.

O tópico de hoje é: estado alterado da consciência. Explico melhor: você trabalhou o dia todo como um boi no arado e, agora, no conforto e solidão do seu lar, você quer ficar um pouco louco. Você está acompanhado? Não tem problema, dá para ficar louco em dois também.

Vocês sabem que mexer com drogas ilícitas é algo… ilícito. Não porque seja somente ilícito: é perigoso também. É tratar com gente perigosa que não é animador de festa infantil. Gente que anda armada e não custa nada o cara querer o seu cu em lugar de uma bala não disparada, ainda mais se você tiver cara de bobo.

Então, a saída é ficar louco com o que se tem em casa ou pode ser obtido facilmente em mercados, padarias, lugares frequentados por gente mais confiável e que não quer comer o seu cu.

Poderia citar os narcóticos caseiros que o povo inventa como o tal chá de fita (algém ainda tem fita cassete em casa?), mas há substâncias tóxicas nele. Afinal, queremos ficar loucos e não ir parar no pronto-socorro com algum tipo de envenenamento.

O primeiro a ser feito é manter o estoque de cerveja em dia. Digamos que ela vai ser o “veículo”, como se diz em farmacêutica. A cerveja já deixa você mais relaxado, será o veículo para os outros nossos dois agentes principais: o tabaco.

Exatamente. Tabaco. É possível ficar louco só com esse item. A cerveja pode ser substituída até por algo mais forte, como vodca, pinga, o que for do seu agrado.

Só que não me venha com cigarrinho. Tem de ser algo mais concentrado. Recomenda-se ir a uma tabacaria, comprar um cachimbo e fumo para cachimbo. Há fumo das mais variadas marcas, inclusive alguns aromatizados. escolha o seu e ótimo. Não se esqueça de um isqueiro. Fósforo não é recomendável por dois motivos: você vai usar quase uma dezena deles (o cachimbo apaga-se com uma certa facilidade) e eles podem ficar acesos enquanto você pasma na loucura.

Pegue seu arsenal e vá para casa.

Lá chegando, ponha alguma música de seu agrado (eu particularmente fico com Assim falou Zaratustra, do Richard Strauss) e comece a beber. Uma duas latas de cerveja ou umas duas doses de vodca.

Já devidamente alcoolizado, ponha um pouco de fumo no cachimbo e comece a pitar. Puxe bastante ar até a fumaça ficar “consistente”. Costuma demorar um pouco. Faça isso umas três vezes, alternando com a bebida.

Quando você tiver terminado, você vai ver o mundo de outra maneira. Em casa, na tranquilidade; se estiver bem acompanhado, é uma boa hora para o rala-e-rola, ou também para dormir.

Sobre Ricardo Rejewski

Entre duas cidades.
Esta entrada foi publicada em capitalismo selvagem, carnaval, comida, embustes, empulhações, filosofia barata, menefreguismo, realidade, reciclagem. ligação permanente.

Uma resposta a Louco com pouco

  1. Anónimo diz:

    que testo escroto amigo, insentivando o uso do tabaco com alcool e condenando drogas ilicitas como se fossem venenos… big fat jerk

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