Pornografia cansa. Até pornografia cansa. Os neotarados, essa geração maluca de adolescentes já a conhece há tempos. Quando chegam aos dezenove, vinte anos, já estão cansados de pornografia convencional. Aí entra a indústria da bizarrice: anal giratório, chuva de mijo, esporradas na cara e outras imbecilidades.
Dias desses, recebi um link do meu sobrinho, para um desses blogs ou fotoblogs do Tumblr. Há centenas (milhares?) de páginas do Tumblr dedicadas à pornografia, tanto à boa e velha, quanto à pornobizarrice. O link de uma dessas páginas era o de uma postagem com um vídeo de 90 minutos. Raridade nesses dias em que tudo precisa de senha, é pago ou está em torrents. Um bom filminho de putaria ao alcance de um clique. Quando é assim, quem não quer?
Comecei a ver o dito cujo. Filme americano. Sabe, algumas coisas estão muito erradas. A primeira cena, uma loira peituda com um ator meio decadente (ou, pelo menos, meio velhão) e era o fetiche generalizado: anal.
O homem punha e tirava o pau do orifício da loira sem o menor trabalho. Oras, sabe-se muito bem que cu dá um certo trabalho para comer e não teria a menor graça se fosse tão facilmente penetrado, como uma bola de bilhar caindo na caçapa. Mal começava e o cara já caía no lugar-comum da velocidade e das bombadas violentas, dos urros e dos gritos. Sem a menor graça.
Mesmo que a atriz seja lasseada, é preciso demonstrar um pouco de teatralidade na coisa, de dramaticidade. Fingir que não está entrando na primeira; dar umas cusparadas adicionais. Não entrar liso como um porco congelado escorregando por uma rampa!
Acho que o filme todo era composto de seis cenas, todas com casais diferentes. Não há mais anal a não ser essa primeira cena. Mas bastou. Chega.
Outra coisa que tinha de ser deixada de lado é o orgasmo externo, ou seja, quando o homem bate punheta para que o sêmen caia na cara ou nos seios da atriz. E assim mesmo a atriz continua urrando e gemendo como se estivesse sendo currada por um rinoceronte. Cansa, esse tipo de pataquada cansa.
